Thiago Floriano

AGORA VAI

Em Uncategorized, 27/05/2010 às 08:21

Nasci em Itajaí e praticamente me criei no entorno do Porto de Itajaí. Na minha infância o Porto era “aberto” e não tínhamos a menor dificuldade para andar entre caminhões, tratores, pilhas de madeira, chatas argentinas e os navios de Liverpool e Rotterdam. Meu pai era conferente e quando o Porto estava na fase das “vacas magras”  ele embarcava nos navios da Costeira – Loyd Brasileiro e partia para o mundo em busca do sustento de sua numerosa família. Meu território de infância era o Bairro São João até o Colégio Salesiano, passando sempre pelo Porto de Itajaí e sua “Maria Fumaça”.

Falo isso para tentar explicar porque fiquei extremamente comovido ao voltar ao Porto de Itajaí e fotografar as obras de reconstrução que estão ocorrendo, agora, de forma acelerada. Foi um momento mágico, indescritível, único. Era como aquela criança que nasceu na Rua Max, estivesse ali, diante dos navios de Liverpool e das chatas argentinas, quando o Porto vivia intensamente o ciclo da madeira. Tudo passou pela minha cabeça ao mesmo tempo, como se fosse possível viver cinqüenta anos em apenas alguns segundos. Mágico.

Meu entusiasmo pela forma como o Governo Federal está tratando Itajaí tem um certo exagero, mas é explicável. Desde o início da reconstrução via que tudo tramava para a obra ser arrastada por décadas e não sair do papel. Acompanhei discussões infindáveis quando tive a oportunidade de ser assessor de imprensa do Porto e passei por momentos de total pessimismo. Agora, retornando ao Porto, vejo que a obra está lá, lindíssima. O imposto que pago como cidadão itajaiense está se materializando em estacas de cinqüenta metros, cimento e muito ferro. O meu imposto vai virar progresso e ser uma das estacas enterradas para dar sustentação ao nosso precioso Porto.

Apesar de todo mundo falar mal dos políticos, acho que eles merecem ser referenciados pela luta que travaram para isso ser possível. Os trabalhadores se mobilizaram junto com muitas outras instituições como a ACII. Entre os políticos acho justo destacar por ordem alfabética: Amilcar Gazaniga, Antonio Ayres dos Santos Júnior, Décio Nery de Lima, Ideli Salvatti, Jandir Bellini, João Pizzolatti, Níkolas Reis, Paulinho Bornhausen, Volnei Morastoni… Itajaí teve essa sorte de poder contar com políticos de vários partidos trabalhando para que a obra fosse tocada em caráter de urgência urgentíssima. ITAJAÍ MERECE!

  1. lamento pela censura ao meu comentário …..

    • seu comentário não foi censurado, recebemos apenas um email direto para o editor do blog pelo formulário de contato…
      além disso, não publicamos comentários com conteúdo ofensivo às pessoas…

  2. PARABENS MAGRU, TAS SATISFEITO….É REALMENTE DE DEIXAR QUALQUER BOM ITAJAIENSE COMOVIDO…IMAJINA SE NÃO TIVECE TIDO TANTAS PERSONALIDADES POLITICA ENPENHADA PARA QUE, OS DOIS BERÇOS FOSSEM CONCLUIDO….COM CERTEZA, LEVARIA (10) DEZ ANOS PARA CONCLUIR.KKKKK NÃO É FACIL, NÉ SR. MAGRU.
    BASTANTE COMPREENCIVEL….TODOS TEM UM PREÇO.

  3. Que bom que você está voltando para a terra… Meses atrás você dizia que o governo lula era um governo de placas….. Parabéns.

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