O Blog do Magru reproduz texto do leitor Fabiano Chiclete como uma resposta possível sobre o que está acontecendo no SEMASA:
“Bem, conforme prometido, trago a realidade dos fatos:
Conversei hoje com um alto servidor da autarquia pública ora vergastada. Esta pessoa me apresentou documentos comprovando que ocorre um forte boicote à atual administração, tendo como alvo o alto escalão do SEMASA.
Como cediço entre os próprios servidores da citada autarquia, os concursados que ora se insurgem são diretamente ligados a siglas partidárias de oposição ao atual governo, conforme eu já desconfiava!!! De igual sorte, há ocorrência de servidores ligados a partidos de oposição, concursados, que ainda estão investidos em cargos comissionados desde à administração imediatamente pretérita, os quais viabilizam e aprovam as práticas desenvolvidas para o boicote.
O certame político interno teve seu início na oportunidade da nomeação de um servidor concursado para um cargo de direção, no início de 2009, dentro da repartição que já atuava originariamente. Por pertencer à sigla da situação, começou a ser rechaçado por seus pares – militantes da atual oposição – os quais procuraram a Controladoria da Moralidade Pública com intuito de denunciá-lo por incursão no teor da Súmula Vinculante nº13, bem como da Instrução Normativa nº14/2009, pela prática de nepotismo justamente por este servidor, até então investido em função comissionada, ser sobrinho de um Secretário Municipal.
A Controladoria, em seu papel atribuitivo e lógico, tomou as devidas providências e pressionou a superintendência do SEMASA a exonerar o comissionado. A autarquia acatou e prontamente providenciou a exoneração, fazendo com que o outrora comissionado retornasse às suas funções originárias.
Na esperança que um dos seus – concursados e opositores ao atual governo, repito – fosse nomeado para o lugar do então népota, tiveram seus intentos frustrados quando depararam com pessoa diversa do quadro de seus asseclas sendo nomeado para a função. Mais do que lógico não nomear-se alguém declaradamente de oposição ao governo.
Neste contexto, começaram a providenciar uma série de boicotes internos a fim de derrubar e desprestigiar a direção da superintendência da autarquia publicamente, com intuito de tentar fabricar ilegalidades dentro da própria administração.
Assim, deram início a uma espécie de “operação tartaruga” entre a classe dos servidores leituristas. Importante informar e afirmar que somente ALGUNS POUCOS leituristas é que propuseram-se a esta prática, dentre eles, o denunciante. Explico o porquê: Toda greve é legalizada, desde que siga as prescrições de lei para que se proceda de forma pacífica e fiscalizada pelo Ministério Público. Como tratava-se de mero boicote à administração (a qual não aprovam por simples posicionamento partidário e picuinha política), começaram a providenciar uma séria de denúncias maquiadas de legalidade e legitimidade, resolveram abandonar a ideia do estado de greve e passaram a trabalhar no sistema de “operação tartaruga”(vez que não preenchiam os requisitos hábeis para uma greve legal).
Vislumbrando os mapas estatísticos dos serviços prestados e relatados pelos leituristas, pude perceber uma discrepância gritante entre o subscritor da denúncia ora reclamada, bem como de alguns servidores em relação aos demais (maioria). Enquanto a maioria deles atingia metas de leituras diárias de 200, 300 e poucas leituras diárias (inclusive o servidor anteriormente exonerado da chefia), o servidor-denunciante cumpria 20, 36, 40 ao dia. Comungado às ações dele, uns outros poucos seguiam o exemplo e atingiam as mesmas metas estatísticas. Assim, presume-se serem os subscritores das mensagens apócrifas, pseudônomas.
Diante desse cenário, a chefia de sua repartição deflagrou procedimento disciplinar com intuito de punir tal prática, bem como seus agentes (providência mais que normal contra servidor que faz corpo-mole). Neste instante, aparecem supostas denúncias no Diário do Litoral, no Blog do Magrú e demais instrumentos de informação.
Repito: Li todas as provas tácteis e hábeis para provar todo o alegado, ao passo que reafirmo ser uma manobra política para boicotar a superintendência da autarquia vergastada.
Dos efeitos da “Operação Tartaruga”:
Os servidores que se recusaram a aderir à citada operação manobrista, estão trabalhando em triplo pelos que estão em “marcha lenta”. Desta forma e diante do acúmulo exarcebado de serviço – sendo humanamente impossível proceder à integralidade das leituras individuais – a autarquia foi obrigada a deduzir o consumo de água pelo quociente médio de consumo dos três últimos meses em parte dos imóveis atendidos, a fim de evitar justamente o que eles denunciam: a renúncia de receita.
Tal procedimento foi deliberado justamente para atender à população itajaiense de maneira mais efetiva, vez que um boicote político JAMAIS poderia interromper um serviço público essencial, além de evitar o ferimento do Princípio Jurídico da Continuidade do Serviço Público.
Assim, penso e concluo que trata-se de denúncia meramente política, infundada e explicitamente prestada a denegrir uma administração eficiente, eficaz, que não se presta ao declínio por mera e isolada pressão política oposicionista.
Quanto ao sucateamento que alegam, sobremaneira, importa observar que um sucateamento não se dá em apenas 1 ano e 3 meses, não é mesmo?! Desejaram escarniar com a lógica e inteligência alheia quando alegam falta de condições de trabalho por sucateamento de equipamento/intrumento do patrimônio do SEMASA. Por que não procuraram o Ministério Público do Trabalho?!
Não bastasse isso, alegam e afirmam a prática de malversação de erário pela atual superintendência; descaso com patrimônio público, entre outras impropriedades sem, contudo, provar o alegado e sequer buscar guarida judicial necessária e hábil para provar e punir os supostos culpados – prática normal de quem detém legitimidade para tanto!!! Não, amigos leitores: procuraram as mídias para difundir afirmações sem provas, para tentar revestir de legalidade as suas práticas de improbidade, recusa e insurgência de desempenhar suas funções obrigatórios dentro do serviço público.
Então, tirem suas próprias conclusões!!!
No início, mal sabia do que se tratava. Busquei a informação, fui atrás e vi com meus próprios olhos: NÃO PASSA DE MERO BOICOTE POLÍTICO!
Por fim, espero que os procedimentos disciplinares imponham as previsões neles contidas a servidores que colocam a sigla partidária na ponta-da-chuteira, acima dos interesses da coletividade e acima da razão e veracidade dos fatos!!!
Um forte e fraterno abraço!!!
FABIANO MORISCO JACINTO [CHICLETE]