Repercutiu além da conta notas que publiquei nesta quinta-feira na coluna O Palanque, que assino na página quatro do Diário da Cidade, sobre a questão da aprovação por unanimidade da lei orçamentária do Governo Bellini para 2010. Sinceramente não entendi porque o BOPE – Bloco de Oposição Política – votou favorável à proposta orçamentária do Governo se todas as suas emendas foram sumariamente rejeitadas. Nesse sentido, publiquei o seguinte no Diário da Cidade de hoje:
EMENDAS I
A Câmara aprovou nessa terça-feira, por unanimidade, a Lei Orçamentária para 2010 proposta pelo Governo Bellini. O vereador de Oposição Nìkolas Reis (PT) teve todas as suas emendas ao Orçamento, cerca de vinte, rejeitadas. Níkolas queria colocar as mãos, via emendas ao orçamento, em cerca de oitocentos mil reais para distribuir às instituições politicamente vinculadas ao antigo governo petista. Agora, ele até poderá indicar algumas instituições que vão receber dinheiro público, mas vai ter de andar de pires nas mãos entre a Câmara e o Paço Municipal.
EMENDAS II
Informações que chegaram ao Palanque garantem que uma verba destinada ao Gabinete do Prefeito vai ser destinada para cumprir o acordo político na Câmara. Todos os vereadores indistintamente teriam aceito a cota no valor de até cem mil reais. Isso justifica o voto UNÂNIME. Oposição e situação tiveram seus compromissos políticos atendidos na Lei Orçamentária de 2010. Pelo menos Nìkolas Reis, como líder do Bloco de Oposição, deve explicações a seus eleitores. Níkolas terá de explicar melhor seu voto favorável ao orçamento proposto pelo Governo mesmo tendo todas as suas emendas recusadas. Ocorreu acordo nos bastidores? Nìkolas Reis aceitou o sistema de cota anual via Gabinete do Prefeito? Um freqüentador assíduo do café democrático próximo ao Palanque garante: “Já não se faz mais oposição como antigamente.”
Níkolas usou a tribuna da Câmara propondo uma REFLEXÃO sobre o seu voto favorável ao Governo. Garantiu que estranhou o fato de “ter sobrado pra mim” e que estava mais do que na hora de se regulamentar no Brasil a atividade do “lobby”. O vereador garante que não participou de qualquer acordo de bastidores para a votação da lei orçamentária de 2010 e que votou consciente de que era o melhor para Itajaí. Na verdade quis ser cordial e não atrapalhar o Governo. Nada de acordo sorrateiro de bastidores, nada de interesse político-eleitoral, nada de nada. O interesse coletivo prevaleceu no seu voto.
Ainda dentro da reflexão proposta pelo vereador Níkolas Reis se posicionaram em defesa dos vereadores e do próprio Níkolas Reis os vereadores Luiz Carlos Pissetti, Douglas Cristino e Osvaldo Gern. Acontece que quando três vereadores governistas saem em defesa de um vereador da Oposição algo estranho está ocorrendo e as leis da “física política” estão falhando, não é mesmo? A verdade verdadeira é que Níkolas Reis teria o dever moral de votar contrário à lei orçamentária, porque teve suas emendas rejeitadas. Emendas estas que, na sua visão de legislador, deixariam a peça legal correta a ponto de merecer sua aprovação.
Considerando que Níkolas Reis votou favorável ao texto original do Governo Bellini de duas uma: ou Níkolas realmente participou de um acordo de bastidores (o que foi peremptoriamente negado em público pelo próprio); ou não considerou relevantes as emendas que apresentou. Como o vereador negou em público a primeira hipótese, resta ao Blog do Magru considerar seriamente a hipótese de que Níkolas Reis não considerou relevantes suas próprias emendas. Agora resta saber o que ele vai falar aos diretores das instituições que seriam beneficiadas com suas emendas, já que ele próprio aceitou o orçamento de 2010 sem as respectivas verbas para essas entidades.
Como Níkolas vai dizer para o Roberto Pereira que a AIPRA não foi contemplada com verba para 2010 porque o Governo não incluiu tal instituição no orçamento, se o próprio Nìkolas aprovou em duas votações o referido orçamento sem a verba para a AIPRA?
Com a palavra Níkolas Reis, seus assessores e os dirigentes das entidades contempladas nas emendas do referido vereador.



Ao Sr. MANUEL.
Eu, Miglióli, gostaria de saber qual o demerito em fazer “acerto”com o governo de Jandir Bellini!! Se não tens conhecimento, é bom saber, o Sr. Jandir Bellini, afirmou com todas as letras na TV Brasil esperança, que não ve nenhuma inconviniência em subir num palanque com o PT, ou com VONEI MORASTONI, portanto, Sr.MANUEL , não vejo nenhuma surpresa ou demérito em ver NIKOLAS REIS fazer aliança com o atual governo Municipal. Mesmo porque, quem já chamou para fazer parte do governo , o PMDB! Eu já há muito, mencionei o fato de, não me cauzar expecie, se um dia prezenciase Jandir Bellini no mesmo palanque, com, PT,”PMDB”,PP, afinal, para 2° turno é o que está se deliniando.
Que Históriacamente sempre foram adverçarios politico; Convidar NIKOLAS REIS a votar matéria de governo, não vejo nada extranho nisto!!! Talves, vc por não conhece bem a politica de Itajai, por ser de outro Estado, justifica seu espanto ao ler tais afirmações ou, colocações.
Abraço, reiterando protesto de, elevada estima e conciderações.
Olá Magru
Quais são tuas reais intenções em conjecturar de forma e modo tão rasteiro, quando aventas a possibilidade de Nikolas Reis ter se acertado com a bancada governista? Terias por acaso a tentativa de desestabilizar o menino de ouro em favor do teu chefe Provesi? acho que sim. O Nikolas é um dos bons quadros que temos na atualidade política de Itajai. É minha sincera opinião. Aliás, outros vereadores de oposição, também, viram suas emendas serem rejeitadas e, também votaram favorável ao governo, ou como queiras, no projeto de lei orçamentária. Não fizestes qualquer menção aos demais.
RESPOSTA DO MAGRU
1 – a questão envolve diretamente o Níkolas porque ele é o LÍDER DO BOPE – Bancada de Oposição – um grupo legalmente registrado junto à mesa diretora da Câmara. Portanto, um grupo oficial. Níkolas, como líder, sinaliza a votação do grupo.
2 – Sou professor da instituição desde 1987, portanto, antes mesmo do Provesi ser professor da instituição. Uma coisa é o reitor e presidente, outra completamente diferente é o pré-candidato Provesi. Em maio Provesi deixa de ser reitor da Univali e, até onde sei, ele não está fundamentando sua possível candidatura na Univali. Está buscando apoios na Região Norte de Santa Catarina.
3 – Não pense que Provesi e Níkolas vão disputar votos, porque não vão. Trata-se de perfis completamente diferentes, atingindo eleitorado bem distinto e diferenciado ideologicamente. Níkolas vai atuar no cenário à Esquerda, Provesi vai atuar no cenário mais ao Centro. Tem para os dois. Os dois têm viabilidade eleitoral e considero que os dois têm condições reais de eleição.
4 – por último, não adianta tentar usar de psicologia barata para tentar me descredenciar enquanto cidadão que tem o direito de manifestar sua opinião e participar do processo político de sua cidade. Não é por eu ser funcionário da Univali e porque, talvez, o seu reitor seja candidato, que eu não posso falar o que penso sobre a participação estranha do Níkolas Reis na Câmara de Vereadores de Itajaí.
5 – melhor seria o Nìkolas admitir que errou ao votar favorável ao orçamento do Governo. Melhor seria os puxa-sacos que estão a sua volta fazer o mesmo.