Nem sempre o mundo caminha em linha reta. Veja o caso do mandato do vereador Osvaldo Gern. Muita gente, de forma precipitada, considera que Gern não emplacou como vereador, firmando convicção de que ele é um homem do Executivo e que jamais vai conseguir conduzir com a mesma competência um mandato legislativo. Fazem esta análise considerando os dez primeiros meses de mandato.
Contudo, esses quinze dias que Gern ficou afastado do Legislativo itajaiense foram suficientes para eu analisar seu mandato de uma maneira totalmente diferente. Também, menos precipitada. Considero Gern uma pessoa competente que até aqui ficou refém do Governo Bellini, já que emprestou seu mandato para defender o Governo na condição de líder da bancada governista. O cargo de líder de Governo é o tipo da coisa que nos dará sempre duas alegrias: na hora de assumir e na hora de entregar. O resto é ônus político. O líder engessa por completo seu mandato, fica sem voz própria, perde personalidade. Ele é o Governo. Seu mandato fica à disposição do Governo. Independência, criatividade, representatividade comunitária, fiscalização … nem pensar. Tudo gira em torno de defender o Governo.
Osvaldo Gern não foi vereador nesses primeiros meses de 2009. Gern emprestou seu mandato a um Governo fraco que não teve forças suficientes para criar identidade ou ter personalidade própria. Exceções a parte, duas participações brilhantes e competentes de Amílcar Gazaniga, o desempenho surpreendente de Nilton Dauer na Famai, o estilo patrola do secretário de obras Tarcísio Zanelatto. De resto, não sobra nem resto, incluindo nessa avaliação o próprio prefeito.
Nesse sentido considero prudente zerar a avaliação sobre a participação de Osvaldo Gern no Legislativo, considerando seu retorno esta semana à Câmara como referência para uma futura avaliação de desempenho. Agora, Gern vai poder circular, discursar, reivindicar, legislar, fiscalizar. Volta a ser dono de seu mandato. Mandato de um vereador da bancada situacionista, que apóia e é fiel ao Governo, mas um mandato real, concreto.
O cargo de líder do Governo é um verdadeiro estelionato eleitoral. O vereador que ocupa tal função deixa de lado o compromisso com seus eleitores e assume exclusivamente o compromisso com o Governo. O que não deixa de ser algo gravíssimo, considerando que o espírito republicano propugna pela independência entre os poderes. Sendo assim, é de se pensar seriamente em eliminar esta figura do nosso Legislativo. Mesmo porque já temos o assessor de relações institucionais, figura encarregada de fazer a ponte entre os poderes Executivo e Legislativo. Enquanto tivermos a figura do líder de Governo Itajaí contará apenas com onze vereadores. Porque um, o líder de Governo, é membro integrante do Poder Executivo, fala e age em seu nome na Câmara de Vereadores.
O líder do Governo é uma alma penada no Poder Legislativo. Não tem pernas, porque anda conforme o Poder Executivo; não tem voz, porque não fala em seu nome; não tem braços, porque apenas responde pelo o que os outros fazem. O ônus político é tão evidente (para o político, para a República, e para o povo representado pelo vereador) que, diante da impossibilidade de eliminar em definitivo o cargo, sugiro o paliativo de fazer rodízio mensal entre os integrantes da bancada governista para dar conta desta ignóbil missão de “estar no Legislativo tendo cabeça, pernas e mãos no Executivo.”
Por tudo isso, considero que Osvaldo Gern começou a exercer seu mandato de vereador nessa terça-feira, ao retornar de licença médica de quinze dias, já na condição de vereador, sem os encargos e cargo de líder de Governo. Particularmente considero que será um grande vereador e deverá se destacar em 2010 na nossa Câmara.



“Gern emprestou seu mandato a um Governo fraco que não teve forças suficientes para criar identidade ou ter personalidade própria”
Eu sempre soube que eles eram e são incompetentes (salvo os menos estudados), sem carisma e sem programa de governo, e principalmente sem estrela. Mas, um bando de papagaios da mídia acharam que não e influenciaram o povão contra VM. Inclusive voce.
Bem feito!
Agora voce acha que o governo é fraco?
RESPOSTA DO MAGRU
Acho sim! Agora, foi forte o suficiente para ganhar do “desgoverno” Morastoni. Se um governo fraco desse ganhou de vocês, dá de você imaginar qual era a força do Governo Morastoni? Você está naquela situação: o roto falando do rasgado. Depois do Governo Morastoni qualquer um vai ser “menos fraco”.
Caro amigo Magrú…
Observando sua análise no que tange a figura do “Líder do Governo”, hão de ser tecidas outras considerações acerca do referido mister.
Cediço entre os poderes que uma “ponte” estabelecida entre eles sirva para agilizar as funções de fiscalização e obtenção de informações acerca das necessidades, tanto legislativas, quanto executivas.
Para tanto, o Executivo Municipal conta com a articulação e dedicação do Ex-Vereador Rogério Nassif Ribas, o qual tem desempenhado com manifesto esmeiro suas funções de articulação entre Executivo e Legislativo.
Porém, o mister do articulador do Executivo não lhe permite, muitas vezes, fazer-se ouvir entre os edis. Neste contexto, há a necessidade de escolher-se um membro do Legislativo para tanto.
Se não existisse a figura do “Líder do Governo” na Câmara, o Legislativo dispenderia esforços e tempo para projetar requerimentos, votá-los para, então, remetê-los ao Executivo na qualidade de “fiscal do Executivo”.
Com a presença do referido ente, esse “tempo” que seria dispensado é abreviado. Ou seja, quando da oportunidade de quaisquer pedidos de informações versando atos do Executivo e aprovados na forma de Requerimentos Legislativos, seria resumido em questões sob debates na mesma sessão ordinária apenas pelo simples fato e esforço de um Líder do Governo já estar na posse das informações que seriam aprovadas, remetidas e sem prazos para respostas.
Assim, entendendo como legítima sua análise, pondero haver o lado benéfico da figura do Líder do Governo, o qual detém a prerrogativa de agilizar os atos de fiscalização ao Executivo, bem como esclarecer “in locu” quaisquer dúvidas acerca de Projetos de Leis Ordinárias remetidas pelo Executivo ao Legislativo.
Entendo que a defazagem representativa de um edil que assume posição de liderança do governo, “prime facie”, poderia parecer uma espécie de “traição” às propostas que o elegeram. Porém, devemos comensurar que a função que o Líder exerce é de suma importância para agilizar o processo legislativo da “fiscalização”, contribuindo para um legislativo mais ágil na aprovação dos pleitos populares e de base eleitoral.
O que deve-se providenciar é o esclarecimento de todas as funções formais e de articulação aos eleitores, para não haver má interpretação das funções que cada ente desempenha, em quaisquer poderes.
Se pensar desta forma, então os eleitos para o legislativo municipal que são indicados pelo Chefe do Executivo para a assunção a alguma Secretaria Municipal – o que normalmente acontece em 99% dos Municípios Brasileiros – seriam “traidores” dos eleitores?!
Há de se fazer uma reflexão! Devemos ponderar sobremaneira os dois lados de todos os fatos!!!
Um forte e fraterno abraço, meu amigo!
Com certeza, o vereador Osvaldo Gern, será O VEREADOR. Irá legislar a favor de Itajaí,com Itajaí e por Itajaí. Podem acreditar.
“Exceções a parte, duas participações brilhantes e competentes de Amílcar Gazaniga, o desempenho surpreendente de Nilton Dauer na Famai, o estilo patrola do secretário de obras Tarcísio Zanelatto. De resto, não sobra nem resto, incluindo nessa avaliação o próprio prefeito.”
TEM CERTEZA QUE NÃO ESTÁ ESQUECENDO NINGUEM???
MAGRU , COMENTÁRIO IRRETOCÁVEL ….. PARABÉNS !!!
Concordo contigo Magru,
Apesar de fazer parte de um partido de oposição, nas poucas vezes que conversei com o Gern vi um grande senso de politica e um grande conhecimento da cidade.
Acho que o Gern fez muito mais pelo governo que o governo por ele, e de fato mostrou ser um dos grandes soldados do governo Jandir, com lealdade e colocando sua propria imagem a bater por esse governo.
Penso tambem que faltou ao Jandir reconhecer mais isso no vereador e tambem ajuda-lo no sentido de evitar ao máximo muitos dos embates na camara que, ao meu ver, foram desnecessarios e desgastantes ao Gern.
Fica claro que agora com o clayton o governo esta bem mais maleavel e cedendo muito mais, por isso a imagem do clayton ainda esta preservada. Talvez seja uma condição que o clayton colocou para virar lider do governo.
Abraços
Joao Armando Santos
Presidente PTB Itajai
E.T. Onde se lê ninha, leia-se, minha.
Bom dia Magru,
São seis horas da manhã. Não acreditei no que li. Sugiro a retirada do texto publicado, pois o mesmo está eivado de inverdades. Reflita Magru sobre a real atribuição de líder de governo. Adote a imparcialidade. Sei da tua competência em fazer análises políticas. Este arrazoado pode não ser teu. Falta coerência. [E a ninha análise.
Tenha um bom dia.
Nelinho.