Li na rede vermelha um texto interessantíssimo sobre o Porto de Itajaí. Vou reproduzir o texto que peguei no blog do “menino que não machuca”:
Relatório do exército sobre as obras de recuperação
do porto de Itajaí é entregue à imprensa
O presidente do diretório do Partido dos Trabalhadores de Itajaí e assessor parlamentar da senadora Ideli Salvatti, Felipe Damo, liga para informar que está entregando aos veículos de comunicação de Itajaí e região o documento elaborado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) onde os engenheiros técnicos do Exército atestam que não haverá necessidade de instalar estacas de 50 metros conforme o pretendido pelo consórcio responsável pelas obras do porto de Itajaí, constituído por três empresas, entre elas a Triunfo, também sócia-proprietária do terminal portuário de Navegantes (Portonave).
Como vocês podem ler, Felipe Damo está atestando, assim como Ideli Salvatti o fez na sexta-feira durante o “comício no Largo da Matriz” que TÉCNICOS DO EXÉRCITO ATESTAM QUE NÃO HAVERÁ NECESSIDADE DE INSTALAR ESTACAS DE 50 METROS. Ora, bolas! Eu li todo o documento que eles também leram e não encontrei essa afirmação dos técnicos, muito pelo contrário. Em todo o documento ficou evidenciado que o porto terá de receber estacas de 50 metros nos berços e um estudo deve ser elaborado para ver da possibilidade de estacas menores em alguns lugares da retro-área. Vamos tentar não ferir as questões técnicas:
A engenheira geotécnica, DSc. em Geotecnia, Professora do IME – Instituto Militar de Engenharia – Maria Esther S. Marques, em co-autoria com o Graduando em Engenharia de Fortificação e Construção pelo IME – Marcus do Nascimento Rachid, assinou em maio desse ano um Relatório de Avaliação de Projeto que visava verificar a “estabilidade global” da estrutura do Porto de Itajaí, tendo como referência o processo licitatório da SEP – Secretaria Especial de Portos da Presidência da República.
Após considerar três alternativas básicas de projeto para a reconstrução do Porto de Itajaí, Maria e Marcus concluíram que “as mudanças propostas como alternativas finais são satisfatórias na estabilidade global do porto em questão”. Em outras palavras, os engenheiros avaliaram que realmente a proposta do Consórcio TSCC de alterar o Projeto Básico Licitado trazia às obras COEFICIENTE DE SEGURANÇA GLOBAL necessário. No mesmo relatório ficou provado que o Projeto Inicial e o Projeto aprovado pela SEP posteriormente não apresentavam FATOR DE SEGURANÇA adequado. A diferença entre os projetos foi enorme, entre 0,333 e 2.127 [ressaltando que fator menor do que um possibilita que a casa caia].
Passado algum tempo, eis que o nome de Maria Esther Soares Marques aparece em outro documento, com papel timbrado do Ministério da Defesa, com o título de Análise Técnica do Projeto de Recuperação do Porto de Itajaí/SC. O mesmo documento “do Exército” que Ideli Salvatti usou como referência para o discurso que pronunciou defronte á Igreja Matriz de Itajaí na última sexta-feira. Naquele momento Ideli garantia que “o Exército” tinha afirmado que não precisava estacas de cinqüenta metros e portanto caia por terra a alegação do Consórcio TSCC de que era necessário um aditivo para o pleno desenvolvimento da obra. Ideli consolidava dessa forma sua teoria da conspiração da Triunfo [acionista da Portonave] contra o Porto Público de Itajaí.
Acontece que o documento “do Exército” não diz textualmente que as estacas não são necessárias. Afirma que “deve ser analisada a otimização do estaqueamento da retro-área de forma a proporcionar uma redução de custos principalmente a partir da diminuição de profundidade de cravação das estacas da retro-área. Esta diminuição de profundidades pode conduzir a uma redução de custo da ordem de R$26.600.000,00”.
Acontece que esta possível economia com as estacas já está plenamente contemplada no contrato estabelecido entre a SEP e o Consórcio TSCC, uma vez que o contrato é por unidade. Isto significa dizer que a medição que será efetuada para validar o pagamento do trabalho será realizada estaca por estaca. Assim, se a estaca penetrar 20 metros, serão pagos valores proporcionais a 20 metros; se ali na frente a estaca penetrar 50 metros, serão pagos valores proporcionais a 50 metros. Logo, o documento “do Exército” lido com entusiasmo pela senadora Ideli Salvatti está dizendo o óbvio, não trazendo nenhum dado complementar ou inovador à questão.
A senadora quis desqualificar o Consórcio TSCC para ganhar campo na batalha que trava contra o Consórcio TSCC e a Triunfo, bem como emplacar sua idéia “salvadora da pátria” de trazer para Itajaí o “Exército da Salvação”. Quer ser a mãe da solução de um problema até então insolúvel para capitalizar eleitoralmente em todo o Vale do Itajaí, onde pesquisas de opinião mostram seu desempenho pífio diante de concorrentes como Leonel Pavan, Raimundo Colombo e Angela Amin. Usou indevidamente o nome de duas instituições [Exército e IME] para defender posição eleitoral. O povo já havia percebido sua intenção e não compareceu ao “comício” de sexta-feira no largo da Igreja Matriz. Agora falta a imprensa fazer o mesmo e perceber que sua participação em todo o processo ESTÁ PREJUDICANDO ITAJAÍ.



São exatamente 16h41min. e o TCU acaba de aprovar, por unanimidade, a permissão de celebração de contrato emergencial.
Ideli tentou inventar moda… fazer politicagem aqui…. os blogs vermelhinhos difundiram o assunto…
Ganhou a ação legal e regular da administração. Ganhou o bom senso e as ações de quem realmente tá interessado em resolver o problema ao invés de ficar criando fatos pra postergar a reconstrução através de politicagem.
Se a Ideli quer inventar moda, que vá morar em Paris!
UAEIHOUIAEHUOIEAHIUAEHUIEAHUIEAHIUEAHAEIU
Boa tarde Magru, também considero a Ideli um obstáculo e não uma solução, o que ela fez no programa de televisão foi só defamar a atual administração. O objetivo dela é única e exclusivamente isso na minha opinião.
Mas tem uma coisa que eu ainda não consegui colocar na cabeça, a aceitação do Jandir de adiversários entrarem em seu governo. Ok vc precisa ter maioria na câmara para poder governar ( por que? ), um projeto que traz benefício a cidade não é aprovado se não tiver ” a maioria”? Não seria o fato do nosso atual prefeito, ou sei la quem que pudesse pegar esses projetos “nao aprovados” citar nomes de quem não aprovou, e mostrar ao povo para que essa pessoa perdesse seu eleitorado? Afinal governa-se para o povo, e não para o partido.
Falam do Sarney, falam do collor, falam do Volnei, mas oq aconteceu na nossa cidade? Um baita de um CABIDE DE EMPREGO para a oposição “ajudar a aprovar projetos”. Desculpe mas.. realmente eu não consigo entender isso..
Sei que falta muito amadurecimento político afinal é uma área que eu nunca tive interesse algum em toda minha vida, de tanta lama que existe no meio, porêm devido ao fato de nossa cidade estar a beira do abismo, ( sim morrendo, empobrecendo, indo a falencia) eu resolvi como muitos outros itajaienses ficar mais atento ao quadro político da cidade e assim como eu, e inclusive alguns vereadores da situação, ainda não conseguimos digerir essa “aliança”.
Afinal qual a diferença de vc empregar um parente, e empregar a “oposição?”. No quadro financeiro capacitação para o cargo e etc..
É o que estou dizendo há algumas semanas…
Estão criando mentiras pra fazer politicagem com a tragédia do povo itajaiense.
Temos um compromisso de honra de desmentir tudo. O povo já sofre demais com isso, experimentando reflexos fiscais, no comércio, no mercado de trabalho e até dentro de suas casas.
Temos que lutar veementemente para que a verdade (não a verdade que eles criam e acreditam) venha à tona!!!
Itajaí vai vencer a hipocrisia, pois o povo tem seu valor e vamos buscar esse objetivo com garra!
FORÇA ITAJAÍ
ELA É OU NÃO É A NOSSA COMPANHEIRA PESSOAL? HAUHAUHA