Thiago Floriano

ÁLBUM DE FAMÍLIA – INCLUSÃO & EXCLUSÃO

Em Uncategorized, 26/07/2009 às 17:38

 julita

Minha mãe completa esta semana exatos 80 anos de vida bem vivida. Tive de parar alguns minutos nos meus afazeres pessoais para pensar seriamente em um presente de aniversário para uma senhora octogenária. Conversando com um, escutando os palpites aqui e ali em reuniões de família, cheguei à conclusão de que está começando ocorrer em nossa sociedade um novo tipo de exclusão gerado pela transferência total dos nossos documentos para o mundo digital. Se por um lado está todo mundo pensando em inclusão, no sentido de dar acesso ao computador a todas as pessoas indistintamente, tendo ou não poder aquisitivo para comprar um computador ou ter Internet banda larga em sua casa; por outro, o arquivo digital de fotos excluiu muita gente da possibilidade de ver e apreciar as tradicionais fotos de família.

Ligar o computador e mostrar milhares de fotos é algo que não agrada à visita e muito menos o próprio dono da casa, que geralmente tem seu computador no quarto ou no escritório, lugares mais reservados, que não gostaria de dar acesso ilimitado a todo e qualquer visitante. Então, a inclusão digital acabou excluindo o álbum de família de nossas vidas.

Pensando nesse fenômeno das sociabilidades hodiernas decidi por dar de presente para a minha mãe um ÁLBUM DE FAMÍLIA. Selecionei 100 fotos , mandei revelar ali na Rua Hercílio Luz, comprei um álbum bonito e vistoso, com capa de napa e fui sorridente no Restaurante Célio´s entregar o presente na festa dos 80 anos da Julita Garcia dos Santos. O que aconteceu foi o esperado: o álbum passou em mesa em mesa, em mão em mão. Todos manipularam o álbum, todos pediram cópias de fotos. A estes informava que o álbum continha um CD anexado na última folha, todas as fotos reveladas e centenas de outras não reveladas.

Através do Álbum de Família acabei socializando as minhas fotos com toda a família. Fotos que estavam armazenadas no meu computador há anos, agora puderam ser vistas por meus parentes próximos e distantes. Desta forma ficou confirmada a minha tese no campo da Sociologia da Comunicação, no sentido de que a inclusão está formando novas exclusões e que o homem tem de dar respostas rápidas a essas questões sob pena de perder em qualidade no que tem de fundamental: sua sociabilidade.

  1. Bah, antes que me esqueça guri. Achei este artigo no site do baixaki http://www.baixaki.com.br, onde eles dão dicas de como tirar fotografias do pôr-do-sol. Talvez queiras dar uma olhada, achei interessante. Lá vai o link: http://www.baixaki.com.br/info/2466-como-fotografar-o-por-do-sol-e-o-nascer-tambem-.htm

  2. Magru, primeiramente, deixo aqui meus parabéns e abraços para sua querida maezinha. Que Deus dê a ela, muitos, mas muitos anos de vida, saúde plena, paz de espírito, alegrias futuras, e que ela permaneça com vocês por mais oitenta anos. Parabéns também pelo artigo, jamais, havia pensado nisso – sobre a exclusão que a inclusão digital tem criado em meio a sociedade. Somente, um gênio e pensador da sua categoria poderia ter-se lembrado do mesmo. Abraços querido amigo. E se Deus quiser nos vimos na quarta, no jantar da Academia.

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