UMA NOVIDADE POR DIA

By magru

Definitivamente o jornalismo mudou por completo em 2009. Novas tecnologias e novas ferramentas – algumas que possibilitam a “conversa” entre mídias, como celular e computador – estão nos obrigando a refazer nossos conceitos sobre comunicação social. O mais complicado é a velocidade em que isso está ocorrendo. São muitas mudanças em muito pouco tempo.

Tenho 53 anos e venho de um jornalismo feito nas máquinas Lynotypo. Avencei para as impressoras off-sett e comemorei como nunca a ERA DO XEROX. Minha família nunca foi avessa a novas tecnologias. Quando criança a minha família foi uma das primeiras a comprar televisão no Bairro São João [era uma Ariston – montada aqui em Itajaí pelo Pedro Paulo Rebelo]. Bem! Saí do Lynotypo para o xerox, passando do mimiógrafo a álcool para o elétrico… comprei o primeiro computador em 93 [ou próximo daí]. Tenho e-mail, home page, blog, flicker e Orkut. Pesquiso diariamente na Internet e acompanho os sites de notícias também com assiduidade. Estou estudando a possibilidade de fazer para agosto o meu news letter e assim vamos nos adaptando gradualmente.

Mas, tem algumas coisas que são impossíveis de acompanhar … pelo menos na velocidade exigida pela lógica das coisas. Agora apareceu um tal de twitter. Na semana que vem vai surgir que novidade?

Não sei o que dizer. De qualquer forma a maioria das coisas que faço na Internet podem ser vista no endereço www.magru.com.br.

2 Respostas para “UMA NOVIDADE POR DIA”

  1. Ricardo Steil Disse:

    Magru, primeiramente parabéns pelo site, ficou ótimo. Baixei o livro Aprendendo a Fazer Poesia e já estou devorando o mesmo. Todavia, não consegui baixar Cotidianas e Fogo-Fátuo – tentei tanto com o IE 8, quanto com o Firefox e Safari. Pena, vc não estar pensando entrar para o twitter. É legal, pacas, mas se um dia pensares aqui está o meu: http://twitter.com/ricardosteil. Abraços e ótima semana.

  2. Silvino Kanzler Disse:

    Olá,

    De fato, muitas mudanças. Mas, em geral, nos adaptamos rápido. Como disse Carlyle: “Este é um mundo muito plástico e o homem a mais dúctil das criaturas.” Estive lendo há duas semanas um entrevista com Bob Woodward, aquele jornalista que, junto com Carl Bernstein, expôs o envolvimento de Richard Nixon na invasão do escritório do Partido Democrata, no complexo de Watergate. Ele criticava, nesta entrevista, a cultura que vem impondo-se no jornalismo atual, do “me dá agora, me dá ao vivo”. Há, para ele, uma quantidade desconcertante de informação sem substância, tanto na internet quanto nas grandes redes televisivas. Ele lamenta muito a falta de incentivo e espaço para formação de profissionais com tino para grandes reportagens investigativas. Realmente, o que temos visto é a reprodução enfadonha das rápidas análises das agências de notícias por todos os espaços costumeiros.
    Está para ser lançado (ou até já foi) um filme chamado “Intrigas de Estado”, e que aborda justamente a crise pela qual vem passando os jornais norte-americanos, e faz a defesa da necessidade de bons jornalistas que respeitem a inteligência do leitor e reproduzam em suas matérias algo além do bestialógico vigente, como diria Millor Fernandes.
    Abraço Magru,

    Silvino Kanzler

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