Começa a esfriar e me preparo para a temporada de leitura 2009. Esta semana li duas tragédias de autoria de William Shakespeare: Tito Andrônico e Tímon de Atenas.
1 – Tito Andrônico – Tito era um general romano que inscreveu na ponta de sua espada a palavra CONQUISTA. Depois, quando seus muitos inimigos conseguiram vingar as atrocidades que sofreram, passou a se fazer de vítima inocente e urdiu nova vingança contra aqueles que estavam se vingando dele. Em outras palavras: a história de Tito pode ser sintetizada na sentença Olho por olho, dente por dente. É uma tragédia nos dois sentidos: pelas muitas mortes e pela ausência total de herói que realmente esteja defendendo o bem.
2 – Tímon de Atenas – Tímon era um velho general filantropo. Tudo dava, tudo concedia aos seus conhecidos, reconhecendo a todos como AMIGOS. Na hora que percebeu a falência de suas finanças experimentou o lado amargo da realidade: os amigos lhe faltaram. Arruinado e decepcionado com o ser humano, Tímon tornou-se um misantropo, saindo da cidade para morar em uma caverna e amaldiçoando a civilização por constatar que o poder e a riqueza não lhe deram amigos de verdade. Tudo era falso ao seu redor.
O que mais se pergunta sobre a obra de Shakespeare é se A vida imita a arte ou se A arte imita a vida.



Grande Magru, creio que “a arte imita a vida” e Balzac está aí para nos provar isso com sua belíssima Comédia Humana – principalmente o clássico As Ilusões Perdidas. Boa leitura meu amigo, pois sei que estando com Shakespeare estás em boa companhia.