O PT de Itajaí está diante de uma questão ontológica. A eleição de 2010 abre em definitivo dois caminhos distintos e antagônicos para o partido na cidade. O primeiro deles é se firmar como partido; o outro, assumir sua dependência à viabilidade eleitoral de uma única candidatura, a de Volnei José Morastoni.
No primeiro caso, o partido mostra que tem força eleitoral própria, a partir da legenda e estrutura partidária, independente deste ou daquele nome. Neste caso, de afirmação partidária e de grupo, assume como estratégicas as candidaturas de novas lideranças, como Níkolas Reis. Mais, inicia um crescente investimento estratégico nele, para dar ao partido alternativa eleitoral. O partido cresce quando outras lideranças crescem. Nesse sentido, o crescimento eleitoral de João Vechi, Níkolas Reis, Guido Rezende representa crescimento de grupo, de partido. O desempenho eleitoral de um candidato isolado deixa de ser algo fortuito e conjuntural, para se tornar algo que diz respeito à própria estrutura organizativa do partido. O PT passa a ter candidatos orgânicos, vinculados primordialmente a estrutura partidária e menos no seu próprio nome e condições pessoais.
No segundo caso, o PT lança novamente a candidatura única de Volnei José Morastoni a deputado estadual e torce para ele se eleger novamente deputado, preparando mais uma vez sua candidatura a prefeito em 2012. Até lá, O PT aceita a dependência histórica que tem com Volnei, sedimentada na viabilidade eleitoral que ele conquistou ao longo de décadas. Baseado em candidatura única, o partido aceita esta dependência e dissimula uma verdade crua: o partido não existe enquanto coletivo crítico, que tem livre-arbítrio e decide seu futuro e sua história. A dependência físico-eleitoral a nome único inviabiliza o livre-arbítrio coletivo.
Esta é uma questão ontológica para o PT porque diz respeito a sua natureza enquanto partido político. Não se trata apenas, portanto, de aceitar ou não a candidatura única de Volnei Morastoni, mas de conquistar o direito de ter domínio sobre sua própria história e se construir enquanto partido e enquanto coletivo. Nenhum grupo que tem dependência física a um líder pode afirmar-se livre e consciente. Não há consciência sem livre-arbítrio, a menos que a dependência seja motivada por uma força externa ao grupo, mais forte e dominante. O que não é o caso.
Digo tudo isso por entender que o PT ainda tem escolhas: ser um partido dependente de um líder, ou trilhar seu próprio caminho enquanto um coletivo que conscientemente projeta sua história a partir do exercício cotidiano do livre-arbítrio e da consciência política. Muitos outros partidos perderam, há muito, essa condição de escolha. Na verdade, a maioria absoluta deles. Nesse sentido o PT é único, porque ainda não perdeu o viço da juventude e a capacidade revolucionária de oxigenar-se a partir de processos internos. Que outro partido em Itajaí tem essa condição?



Olá Magru
Gostaria de ver a mesma análise refererindo-se ao PP, sigla que históricamente sobrevive ancorada na sustentabilidade visivel do Jandir Bellini. Não vale dizer que a suzete tem voto próprio e base né kkk.
Saudaçoes flamenguistas kkkk
Caro amigo Magrú…
Estou lhe escrevendo para avisar que meu blog já está no ar.
Tomei a liberdade de adicionar o endereço de seu blog no meu “blogroll”.
Espero sua visita e comentário!
Um forte e fraternal abraço.
Prezado Magru,
Gostaria de agradecer pela aula de literatura ao qual o jovem nos proporcionou ontem a noite no Lar do Poeta. Foi maravilhoso ouvi-lo explicar suas técnicas e o “por que” da sua obra literária – que é tão vasta e bela. Peço, humildes desculpas por ter-nos retirado – meu tio e eu – tão cedo – pouco antes da pizza chegar -, mas na manhã seguinte tínhamos nossos compromissos profissionais. Estar ao seu lado – bem como dos amigos Cristiano, Floriano, Nillson e Clândio, discutindo, ouvindo e interagindo – só veio acrescer no meu conhecimento literário e como pessoa – além claro, de ser um momento muito especial para mim, visto ser leitor há muito do seu trabalho. Desejo-lhe uma feliz Páscoa, bem como para o seus. E novamente obrigado, pela maravilhosa aula literária de ontem a noite.
Caro amigo Magrú…
Em conversa com alguns amigos petistas, comentei acerca das projeções políticas para as eleições de 2010.
A maioria deles me afirmou que Volnei deveria sair como candidato para a Assembléia Legislativa.
Na sequência, houve a afirmação de que ele se elegeria com os quase 45 mil votos com os quais contou nas últimas eleições municipais.
Ainda pude ouvir da boca de um importante membro oposicionista, de outro partido, a seguinte frase: “Como ‘deputado’, Jandir Bellini é um ótimo ‘Prefeito’. Como ‘Prefeito’, Volnei Morastoni é um ótimo ‘deputado’”.
Porém, sob a análise de alguns articulistas políticos, os quais tenho entrado em contato, há os pareceres idênticos ao meu juízo axiológico da questão: “[...] houve um desgaste político e pessoal enorme de Volnei, quando tardou em agir durante as enchentes, bem como pelo fato de não ter havido a harmônica aceitação da derrota nas urnas municipais. Além dos ataques pessoais destemperados proferidos contra algumas autoridades, bem como as denúncias de corrupção dentro do governo.”
Dessa forma, tanto eu como as pessoas do meio que conversei, entendem que até Volnei poderia se eleger deputado se candidato for, mas não contará com os quase 45 mil votos que fizera no último sufrágio.
Meu palpite? Hum… talvez uns 20 mil.
Um forte e fraterno abraço.
Olá Magru….
Não me considero jovem…mas o Níkolas está mais perto da minha faixa etária…rsrsrs…Não por isso, mas acho que o melhor para Itajaí é que comecem a surgir novas lideranças…e acho que o Níkolas se encaixa nessa nova “liderança”, o Vechi para mim já deu o que tinha que dar, me faz lembrar de greve, etc, o Guido não o conheço muito, mas pelo que vi é bem fraquinho.
Nesse ponto acho que o PT sai na frente…porque do outro lado não vejo ninguém que poderia fazer frente ao Níkolas.
Precisamos (nós itajaienses) pensar na próxima década, chega de políticos do milênio passado…
Abraço