Thiago Floriano

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INFLUENZA SUÍNA ou GRIPE MEXICANA?

Em Uncategorized, 30/04/2009 às 02:56

Muitas vezes utilizamos as palavras sem darmos conta dos desdobramentos delas decorrentes. É o caso, nesse momento, da gripe suína. Parece muito pouco dizermos que a gripe é suína ou é mexicana. Mas não é. Se as pessoas tiverem a percepção de que a gripe tem origem nos animais, fatalmente o consumo de carne de porco vai diminuir drasticamente em todo o mundo, levando empresas catarinenses do agronegócio a amargarem prejuízos em escala mundial; se as pessoas tiverem a percepção de que a gripe é originária no México [lembram da gripe espanhola?], a carne de porco continuará ser consumida normalmente e muitos deixarão de viajar para o México – um dos principais destinos turísticos da América.

Como não há nenhuma evidência de que o porco tem a ver com essa história, seria de bom tom que o Governo Federal unificasse discurso em renomear a gripe suína de gripe mexicana. A economia de Santa Catarina agradece. De qualquer forma, se o Brasil estiver preparado para a gripe mexicana como está preparado para combater a dengue, tuberculose….

 

 

ITAJAÍ VAI PARAR NA TERÇA?

Em Uncategorized, 26/04/2009 às 03:34

A manifestação do dia 28, próxima terça, promovida por uma plêiade de instituições classistas e patronais para chamar a atenção do governo federal para as necessidades de Itajaí após as enchentes de 2008 é um caso para ser explicado pela metafísica.
O governo democrático não tem interesse político no evento. Primeiro, porque o PP integra o governo Lula em nível federal; segundo, porque o município de Itajaí continua recebendo um bom tratamento do governo federal e nenhum projeto sofreu solução de continuidade até o presente momento, apesar do governo popular ter dado lugar ao governo democrático em janeiro de 2009. Ou seja, entrou PP, saiu PT, e a relação entre a Prefeitura de Itajaí e o governo federal continua praticamente a mesma. Ajudam a formar essa ponte entre governos municipal e federal líderes petistas como Ideli Salvatti e Mauro Vignati.
Exemplo desse bom entendimento entre os governos municipal [PP] e federal [PT] são as obras do Porto de Itajaí. O serviço de dragagem está praticamente concluído e as obras de recuperação dos berços e retroáreas estão em ritmo acelerado, com as empreiteiras trabalhando em três turnos, 24 horas por dia, final de semana e feriado. Muitos outros projetos do interesse de Itajaí estão caminhando dentro da normalidade em Brasília, inclusive uma nova dragagem do Rio Itajaí visando obter profundidade de 14 metros no lugar dos atuais 11 metros.
Por outro lado, a oposição também não tem interesse nessa manifestação, posto que o principal partido oposicionista em Itajaí é justamente o PT, mesmo partido do presidente Lula. O PT de Itajaí não iria mobilizar suas forças políticas para chamar a atenção do seu próprio governo porque estaria promovendo o tradicional “tiro no pé”.
Bem, se o governo democrático já demonstrou em vários momentos que não tem interesse político no movimento do dia 28 e, se a oposição também não tem motivos políticos para participar ou estimular tal movimento, a quem interessa, nesse momento, o movimento do dia 28? Por não terem uma boa resposta para esta pergunta, lideranças mais objetivas estão pensando em promover uma reflexão mais séria sobre o movimento no sentido de não deixar “uma boa idéia” transformar-se em entrave político entre governos que hoje se relacionam extremamente bem.
Aliás, esse bom relacionamento entre governo pepista e governo petista tem frustrado um bom número de opositores itajaienses que apostava na impossibilidade de diálogo entre PP de Itajaí e PT de Brasília. Quebraram a cara por completo, porque as verbas continuaram chegando e os projetos continuam tramitando dentro da normalidade burocrática de Brasília.
É fato que o movimento vai ocorrer nessa terça-feira, dia 28 de abril, querendo ou não as lideranças políticas, com ou sem motivação político-partidária. De minha parte, entendo que o movimento dessa terça-feira está isento de interesse político de ambas as partes – oposição e situação, PP e PT – o que não deixa de ser um fato interessante em si, merecendo de nossa parte uma boa análise.

INSENSIBILIDADE

Em Uncategorized, 23/04/2009 às 05:57

Uma tímida chuva que caiu no final da tarde dessa quarta-feira foi suficiente para deixar vários pontos da cidade alagados. Parece que não há mais dúvida de que o sistema de macrodrenagem da cidade deve ser totalmente reconstruído. Isso envolve muito dinheiro e tempo, mas tem de ser feito como desafio maior dos governos federal, estadual e municipal.

O Ministério das Cidades deve alocar recursos para Itajaí na mesma velocidade que fez a SEP – Secretaria Especial de Portos – com relação às obras de recuperação do Complexo Portuário do Rio Itajaí. Mesmo porque, aqui em Itajaí quem governa é o PP, e o PP é aliado político e compõe o Governo Lula. Digo isso para justificar o fato de não haver qualquer barreira política para a realização imediata das obras. O que não deixa de ser excelente para nossa cidade, não é mesmo?

Ao mesmo tempo que é dolorido ver pessoas aflitas diante da iminência de perder tudo novamente, fico perplexo de ver o comportamento alienado e egoísta de alguns motoristas, que passam pelas ruas alagadas em alta velocidade, empurrando a água represada para dentro das residências. Motoristas que pensam apenas nos seus veículos e na preguiça de não fazer uma volta um pouquinho maior para chegar ao seu destino.

Moro na Rua Treze de Maio e ali alaga tudo com qualquer chuvinha. Tem dias que alaga tudo porque um cachorro mijou no poste. E olha que estou falando de uma rua que fica no centro da cidade e depois das mudanças que o Codetran promoveu no trânsito de Itajaí passou a ser uma artéria fundamental para o bom escoamento do tráfego. Já que a solução demanda tempo, dinheiro e união dos governos municipal e federal, pelo menos os motoristas poderiam colaborar um pouquinho, não é mesmo?  Todo mundo, sempre, só joga pedra nos políticos, mas esquece de fazer a sua parte. Falta sensibilidade e humanidade.

CRÔNICA DA SEMANA

Em Uncategorized, 18/04/2009 às 21:53

O Governo Democrático fez um levantamento dos 100 dias de administração municipal. A oposição, que recentemente esteve no poder com o Governo Popular, fez um ensaio de analisar criticamente o relatório apresentado de forma transparente por Jandir Bellini à sociedade itajaiense. Daí a minha conclusão platônica: O PT realmente é competente na oposição.

 

O governo Lula está com a bola toda no setor econômico. Enquanto a maioria absoluta dos países americanos sofre na carne os cortes profundos da crise econômica, o Brasil experimenta um equilíbrio invejável. Disso tudo nasce uma grande injustiça política no Brasil: a de ver Lula colhendo os frutos plantados por seu adversário político. Fernando Henrique Cardoso, enquanto ministro do Governo Itamar Franco é o grande nome por trás desse equilíbrio econômico que o Brasil vivencia nos dias atuais. Pai do PLANO REAL, Fernando Henrique Cardoso é defenestrado por um governo que não considera seus méritos enquanto ministro e presidente.

 

Nesse sábado, mais uma vez, fui até o BOX 30 do Mercado de Peixe comer, beber e promover a crônica da semana. Na mesa, comendo charuto frito, Círio Arnoldo Vicente, Darlan Hausen, Olívio Miglioli, Luizão, Lapinha …

 

Nesse sábado também passei no sebo Lar do Poeta, do amigo Nillson Weber, para comprar uns livros de Shakespeare. Comprei em Itajaí, pela metade do preço e em melhores condições de manutenção, os mesmos livros que encontrei em São Paulo em sebos tradicionais como o Sebo do Messias, na Praça da Sé. Quem disse que não vale a pena comprar no comércio de Itajaí?

 

Toda vez que passo pelo Beira Saco e vejo pessoas tarrafeando ali na saída do esgoto próximo da Marejada fico com uma sensação esquisita em relação ao ser humano. Será que a Saúde Pública precisa dizer para essa gente que o local é TOTALMENTE POLUÍDO? Vale lembrar que tarrafear é muito mais problemático do que pescar ali, porque essa atividade requer que o praticante coloque a rede contaminada com esgoto na boca. Comer peixe e siri do local também é complicado, além do que, ali deveria ser o criadouro natural de diversas espécies e não ser permitido qualquer tipo de pescaria.

 

Coisa de mentiroso. Pedalando pela cidade encontrei alguns pescadores no trapiche da empresa Ipê, no centro da Cidade, com uma pescada branca pesando mais de cinco quilos e uma curvina de quase três quilos. Os caras garantiram de pés juntos que pescaram os mesmos no Rio Itajaí. Fiquei um tempo por ali, mas só assisti o pessoal pegando bagre. Serpa que tem mentira na história, ou eu sou pé frio? 

VISITA Á FEIRA INTERMODAL DE SAMPA

Em Uncategorized, 17/04/2009 às 05:59

 Sampa é um atentado ao bom gosto e a estética urbana. Sobre o trânsito é melhor nem falar… Bem, estive nesses últimos dias em Sampa a trabalho. Fui com o pessoal da imprensa microrregional na Feira Intermodal – uma feira especializada em transporte marítimo e portos. Anotei alguns detalhes:

1 – o governador Luis Henrique apareceu na Feira e prestigiou os stands do Porto de Itajaí e do Terminal Portonave;

 

2 – o prefeito Jandir Bellini apareceu por lá acompanhado do Tito Arrudo, direto de Brasília;

 

3 – Duas revistas de Itajaí estavam com stands próprios: Revista Portuária e Informativos dos Portos. O Carlos Bittencourt também levou sua TV On Line para a Feira;

 

4 – na descida da Serra, entre São Paulo e Curitiba, fui surpreendido com uma visão insólita: repentinamente apareceu na minha frente um ciclista fantasiado com a bandeira do Brasil. Era o “ciclista maluco de Itajaí”, acho que Jailson. Agora eu acredito que ele realmente pedala pelo Brasil inteiro;

 

5 – Marquinho Seara, da Associação Empresarial, também marcou presença na Feira, junto com diversos empresários itajaienses;

 

6 – fiquei espantado com o número de pessoas na Feira. Também fiquei satisfeito com o expressivo número de empresários e autoridades que passaram pelo estande do Porto de Itajaí;

 

7 –  passamos por dois pedágios entre Curitiba e Joinville. A empresa está levando tudo no capricho e o atendimento realmente é de primeiro mundo. Vou passar a defender o pedágio. Vimos um acidente na descida da serra e o atendimento foi muito rápido, eficiente;

 

8 – trouxe cerca de 50 kg em material que coletei durante a Feira. Vou fazer uma análise do que os demais portos do Brasil estão fazendo em termos de mídia impressa. Aprender sempre é o lema.

SOBRE FOTOGRAFIA

Em Uncategorized, 14/04/2009 às 14:42

1 – tirei algumas fotos no Canto Grande e Mariscal. Convido os amigos a acessarem o www.flickr.com/magru-floriano e dar uma conferida nessas novas fotos.

2 – O fotógrafo Ronaldo Silva Júnior me emprestou o livro A CÂMARA CLARA – NOTA SOBRE A FOTOGRAFIA, o último escrito por Roland Barthes. É um livro escrito como depoimento pessoal, existencial, com um olhar fenomenológico/semiótico. Para não complicar muito, fiquei o tempo impaciente, incomodado diante do relato de Barthes sobre o que via ou deixava de ver na arte fotográfica. É chato quando você está lendo um livro que não tem capacidade de entender até aonde o escritor está querendo ir. Parece um livro sem propósito, sem objetivo definido. Como Roland Barthes é um gênio e eu sou apenas um pobre leitor papa-siri, vou ficar no prejuízo e dizer que não tive condições intelectuais de entende-lo plenamente em seus propósitos estéticos. Então fica assim: o livro é ruim, porque eu não soube lê-lo.

A REINVENÇÃO DO PT

Em Uncategorized, 08/04/2009 às 05:14

O PT de Itajaí está diante de uma questão ontológica. A eleição de 2010 abre em definitivo dois caminhos distintos e antagônicos para o partido na cidade. O primeiro deles é se firmar como partido; o outro, assumir sua dependência à viabilidade eleitoral de uma única candidatura, a de Volnei José Morastoni.

No primeiro caso, o partido mostra que tem força eleitoral própria, a partir da legenda e estrutura partidária, independente deste ou daquele nome. Neste caso, de afirmação partidária e de grupo, assume como estratégicas as candidaturas de novas lideranças, como Níkolas Reis. Mais, inicia um crescente investimento estratégico nele, para dar ao partido alternativa eleitoral. O partido cresce quando outras lideranças crescem. Nesse sentido, o crescimento eleitoral de João Vechi, Níkolas Reis, Guido Rezende representa crescimento de grupo, de partido. O desempenho eleitoral de um candidato isolado deixa de ser algo fortuito e conjuntural, para se tornar algo que diz respeito à própria estrutura organizativa do partido. O PT passa a ter candidatos orgânicos, vinculados primordialmente a estrutura partidária e menos no seu próprio nome e condições pessoais.

 No segundo caso, o PT lança novamente a candidatura única de Volnei José Morastoni a deputado estadual e torce para ele se eleger novamente deputado, preparando mais uma vez sua candidatura a prefeito em 2012. Até lá, O PT aceita a dependência histórica que tem com Volnei, sedimentada na viabilidade eleitoral que ele conquistou ao longo de décadas. Baseado em candidatura única, o partido aceita esta dependência e dissimula uma verdade crua: o partido não existe enquanto coletivo crítico, que tem livre-arbítrio e decide seu futuro e sua história. A dependência físico-eleitoral a nome único inviabiliza o livre-arbítrio coletivo.

Esta é uma questão ontológica para o PT porque diz respeito a sua natureza enquanto partido político. Não se trata apenas, portanto, de aceitar ou não a candidatura única de Volnei Morastoni, mas de conquistar o direito de ter domínio sobre sua própria história e se construir enquanto partido e enquanto coletivo. Nenhum grupo que tem dependência física a um líder pode afirmar-se livre e consciente. Não há consciência sem livre-arbítrio, a menos que a dependência seja motivada por uma força externa ao grupo, mais forte e dominante. O que não é o caso.  

Digo tudo isso por entender que o PT ainda tem escolhas: ser um partido dependente de um líder, ou trilhar seu próprio caminho enquanto um coletivo que conscientemente projeta sua história a partir do exercício cotidiano do livre-arbítrio e da consciência política. Muitos outros partidos perderam, há muito, essa condição de escolha. Na verdade, a maioria absoluta deles. Nesse sentido o PT é único, porque ainda não perdeu o viço da juventude e a capacidade revolucionária de oxigenar-se a partir de processos internos. Que outro partido em Itajaí tem essa condição?

NOSSOS CANDIDATOS

Em Uncategorized, 07/04/2009 às 05:30

Um dos exercícios mais ingratos de um analista político é tentar montar um cenário eleitoral futuro. É um exercício ingrato porque sempre se esquece de um ou outro nome, ou se é acusado de não dar o devido destaque a este ou aquele partido. De qualquer forma, parece que chegou o tempo das especulações e prospecções acerca de pré-candidaturas para governador, senador, deputado estadual e deputado estadual.

Aqui na região os nomes começam a pulular aqui e ali como milho de pipoca na panela quente. Falamos anteriormente das candidaturas óbvias de Dalva Rhenius e Volnei Morastoni, ambas para deputação estadual. Ainda estão em evidência as seguintes candidaturas: Leonel Pavan – governador; Décio Lima e Paulinho Bornhausen- senador, Deba e Dado Cherem – deputado estadual. Na medida em que vamos saindo da estrada asfaltada entramos em caminho de terra batida. Vamos tentar seguir a trilha sem cair no barranco:

PCdoB – deve lançar o vereador Marcelo Werner a deputado federal ou estadual;

PDT – pode lançar a dobradinha Maurílio Moraes e Marcelo Sodré a deputado estadual e federal respectivamente. Marcelo ensaia uma sondagem para candidatura a prefeito em 2012;

PMDB – pode lançar a candidatura de Laudelino Lamin a estadual ou federal;

PPS – tem Carlos Ely e Nelinho

PV – tem Ana Martins

PT – além de Volnei Morastoni o partido conta com os nomes de Níkolas Reis, João Vechi e Maneca. Poderá se repetir a história de mais de um candidato a deputado estadual e/ou federal na região pela legenda. Fato compreensível, porque os militantes do partido tem a missão de provar que o partido existe de fato e que os votos da sigla não são votos nominais, de uma pessoa. É uma questão de identidade: o PT, aos 29 anos, quer sua independência e a afirmação como partido de fato, que está acima de nomes e estrelas. É um coletivo.

DEM – além da candidatura de Dalva Rhenius, está ocorrendo sondagens pelos nomes de Luiz Carlos Pissetti e João Omar Macagnan. Caso Paulinho Bornhausen consiga consolidar sua candidatura a senador, abre-se uma clareira para Macagnan ou Pissetti arriscarem candidatura a deputado federal.

PP – Oswaldo Gern e Susi Bellini são os nomes mais lembrados.

PR – deve manter a candidatura de Clayton Batschauer a deputado federal.

Das lideranças sem filiação partidária temos Marco Aurélio Seara – presidente da Associação Empresarial de Itajaí – e José Roberto Provesi – Reitor e Presidente da Univali. Fala-se de uma possível filiação de Provesi ao DEM, PMDB, PSDB e até PP. Não é de hoje essa queda de braços entre os partidos para ver quem fica com a filiação do reitor da Univali.

Quanto ao Governo Democrático, ele iniciou em janeiro tendo como principal estrela o secretário Carlos Ely. Tudo indicava que Carlos Ely iria ganhar projeção rápida, já que sua pasta é por natureza polêmica, assim como seu titular. Mas, bastaram três meses para vermos um Carlos Ely reticente, mais cauteloso e reservado. Por outro lado, o estilo diplomático que Antonio Ayres dos Santos Júnior empreendeu durante toda a crise vivida pelo Porto de Itajaí nos últimos meses, parece ter dado a ele boa projeção na mídia e no próprio governo. Contudo, até onde sabemos, Antonio Ayres não cogita, assim como Amílcar Gazaniga – outro nome que ganhou destaque de mídia no Governo Democrático – qualquer candidatura.

Como podemos perceber, nomes não faltam para Itajaí eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, como ocorreu em outras épocas.

 

 

 

TÁ FALTANDO TUDO

Em Uncategorized, 07/04/2009 às 04:24

A ministra da Casa Civil do Governo Lula, Dilma Rousseff, concedeu entrevista de página inteira para a Folha de São Paulo nesse final de semana onde monta uma nova versão do estilo lulista de governar. Enquanto Lula sai sempre pela tangente afirmando na maior cara dura “Eu não sabia”; Dilma, em várias oportunidades, saiu pela tangente com uma frase de efeito similar: “Não me lembro disso”.

O que não deixa de ser um atestado de pura falta de criatividade, uma vez que as duas frases são derivativas de uma frase do aliado político do governo Lula, Paulo Maluf, que sempre que pode afirma com convicção: “Eu não tenho dinheiro no exterior.”

O Lula não sabia, a Dilma não lembra de nada, o Paulo Maluf não sabe de suas contas em paraísos fiscais, eu não escrevi esse texto e você, bem, você, provavelmente não lembra que não sabia que eu não escrevi esse texto, portanto, não tem nada a declarar, não é mesmo?

Daqui uns anos, provavelmente um historiador esperto ao escrever a história política contemporânea brasileira concluirá: “O Brasil é um grande lapso de memória.

eleições à vista

Em Uncategorized, 04/04/2009 às 05:01

Está todo mundo de olho na eleição de 2010. A Folha de São Paulo publicou no último dia 22 de março uma pesquisa DATAFOLHA colocando Ângela Amin como preferida dos catarinenses para suceder Luis Henrique da Silveira. Veja os cenários apresentados pelo Datafolha:

Cenário 1 – Ângela Amin – 32% / Leonel Pavan – 17% / Ideli Salvatti – 16%

Cenário 2 – Ângela Amin – 34% / Dário Berger – 17% / Ideli Salvatti – 15%

Cenário 3 – Ângela Amin – 37% / Ideli Salvatti – 15% / Pinho Moreira – 7%.

Tem especialistas em análise de pesquisa sentindo falta do senador Raimundo Colombo. Outros, lembram que o vice-governador Leonel Pavan pode perder seus direitos políticos ainda esse ano junto com Luis Henrique da Silveira, mudando por completo o quadro sucessório catarinense.

De minha parte faço a seguinte leitura dos números apresentados pelo Datafolha:

1 – o PMDB está sem um nome forte para a sucessão de Luis Henrique da Silveira;

2 – Dário Berger ainda não conseguiu estadualizar seu nome, sendo apenas uma liderança regional;

3 – a candidatura Pinho Moreira não tem a menor chance de decolar;

4 – Ideli Salvatti ainda tem campo para crescer, na carona com os índices favoráveis do Governo Lula;

5 – a pesquisa pode ter falhas metodológicas, porque é impossível o nome de Raimundo Colombo não aparecer, enquanto Afrânio Boppré aparece nos três cenários.

6 – o bom desempenho de Ângela Amin nesse período pré-eleitoral pode colocar água no acordo político entre PP e PT [lê-se Esperidião Amin e Ideli Salvatti].

 

Na discussão sobre eleição de deputados, a grande conversa é sobre as reais chances de Volnei Morastoni voltar a se eleger deputado estadual. Tem quem afirme que Volnei faz 40.000 votos em Itajaí. Tem quem garanta que ele não se elege por culpa do desempenho estadual da legenda do PT. Tem quem garanta que Dalva vai tirar voto de Volnei e obter votação próxima de Jandir Bellini em 2006. Tem quem esteja promovendo aposta para ver quem consegue mais voto em Itajaí: Dalva ou Volnei.

De minha parte acredito que a candidatura de Dalva Rhenius sofre de um mal estrutural quase impossível de ser consertado. Ela defende a candidatura de Paulinho a Deputado Federal. Acontece que para sustentar o bom desempenho de Paulinho Bornhausen aqui em Itajaí, ela terá de contar com o apoio do PP. Mas como que o PP vai apoiar uma dobradinha pura do DEM? [Dalva + Paulinho]. A solução estaria na candidatura de Paulinho a senador e o surgimento de um nome do PP que se habilite a ser candidato a deputado federal em dobradinha com Dalva.

Assim, teríamos ordem na casa: Ângela Amin – governadora; Paulinho – senador; Suzi Bellini ou Osvaldo Gern – deputado federal, Dalva Rhenius – deputada estadual.

Do outro lado teríamos: Ideli Salvatti – governadora, Décio Lima – senador, João Vechi, Níkolas Reis ou Maneca – deputado federal, Volnei Morastoni – deputado estadual.

Também começa a ganhar corpo nos círculos políticos os nomes de Marco Aurélio Seara – presidente da Associação Empresarial de Itajaí e José Roberto Provesi – Presidente e Reitor da Univali. Ambos estão sem filiação partidária no momento. Aliás, Provesi já foi, em várias oportunidades, lembrado como possível candidato a deputado federal e seus mandatos frente à Univali encerram no mês de maio de 2010.

Por último, vale lembrar que alguns observadores estão monitorando os passos do ex-prefeito Amílcar Gazaniga para ver se ele ensaia uma candidatura. Contudo, quem ouviu Amílcar na reunião do colegiado de governo nessa sexta-feira tem convicção de que ele não é candidato a nada. Amílcar deu a entender que sua missão no Governo Democrático acaba quando da entrega do relatório de 100 dias de gestão municipal – que deve ocorrer na primeira quinzena de maio.  

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