Thiago Floriano

FOTOGRAFANDO A VIDA

Em Uncategorized, 26/02/2009 às 08:33

Criança ultrapassando o limite de velocidade.

Criança ultrapassando o limite de velocidade.

Fotografar é um exercício artístico que cada vez me satisfaz mais. Praticamente gosto de fotografar qualquer coisa do cotidiano, por considerar que a boa fotografia é fruto da oportunidade. Estar com a máquina em mãos, na hora certa e no lugar certo e ter a sensibilidade para apertar o botão. Simples como olhar o sol nascer em Quatro Ilhas.

Alguns temas me fascinam mais, como é o caso da fotografia da população invisível de Itajaí [pessoas que habitam as ruas e as casas abandonadas da cidade, catadores de lixo, doentes mentais .... ] tema do meu novo livro de poesias: O GRITO DA TERRA E OUTROS GRITOS que espero publicar este ano. Também tenho verdadeira paixão em fotografar pássaros e crianças.

Fotografar criança é especial assim como muito delicado em termos de legislação. Muitas são as oportunidades, mas, na maioria das vezes, preventivamente, prefiro não fotografar. Contudo, tirando essa questão da maldade que embrulha a cabeça de alguns, a verdade é que não tem foto feia de criança. Nesse feriadão de carnaval tive a oportunidade de tirar diversas fotos com crianças na Praia de Morrinhos. Selecionei duas, para mostrar um pouco do que considero o prazer de fotografar crianças. Vejam se vale a pena.

Criança brinca na Praia de Morrinhos.

Criança brinca na Praia de Morrinhos.

  1. Positivo e operante. Nesta praia o Volnei, Macaghan e Décio tem casas com saída na praia. Na praia do lado, em Zimbros, existe a “República dos Itajaienses”, onde em cada rua, 90% são veranistas de Itajaí.

  2. Magru,
    Pela sombra na areia da praia,calculo que eram aproximadamente 16:00 horas, no caso da foto embaixo. Nesta praia,os dominadores da faixa de terra de marinha são membros da elite política de Itajaí, basta olhar o fundo para vislumbrar as mega lanchas. Essa criança pelas características físicas e roupa, certamente, trata-se de uma filha de nativo que perdeu o direito consuetudinário, sendo expulsos da beira-da-praia para morar longe cerca de até 2.000 metros.
    A foto é aberta a várias interpretações:a sombra, a criança, a praia, o mar, o capitalismo selvagem e predatório, e no fundo a natureza.

    RESPOSTA DO MAGRU


    Rapaz, é a Praia de Morrinhos, onde o Pavan e o Edinho tem casa, né?

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