Um surpreendente número de cidadãos itajaienses lotou o auditório da Prefeitura de Itajaí nessa terça-feira à noite para participar da Audiência Pública sobre a criação da Guarda Civil Comunitária. Todos os discursos oficiais foram favoráveis à criação da guarda e de seu aparelhamento com armas letais. De minha parte quero deixar, democraticamente, a minha contribuição à minha comunidade sobre o tema que considero por demais relevante.
1 – O Estado de Santa Catarina está devendo muito para Itajaí. Depois que Volnei perdeu a eleição o governador Luiz Henrique da Silveira mudou por completo sua postura com Itajaí, como se estivesse se vingando do eleitor ou fazendo birra. Tudo por aqui está atrasado ou parado, do Centro Eventos a nova penitenciária.
2 – na questão da segurança pública então, não precisa muito esforço para buscar bons argumentos sobre o desleixo do Governo do Estado com Itajaí. Da Polícia Civil nem vale a pena comentar. A Polícia Militar mantém pouco mais de duzentos homens em Itajaí, grande parte deles trabalhando em serviços burocráticos, quando estudos revelam que o número de policial necessário para a cidade seria de quase setecentos. Uma defasagem que, obviamente, vai aumentar assim que a Prefeitura contratar guardas armados para colocar nos bairros;
3 – O Governo Federal, por sua vez, já tirou de suas costas por completo o ônus da saúde. Com o SUS tudo foi passado para responsabilidade do Município. A União passa a saúde para o Município; o Estado passa segurança e educação para o Município. Com o que sobra de dinheiro, como vamos dar conta de pavimentar ruas e cuidar do cotidiano de nossa cidade?
A verdade verdadeira é que o Estado de Santa Catarina está devendo muito para Itajaí. Temos de ter competência e coragem política para cobrar do governador Luiz Henrique da Silveira os quatrocentos policiais militares que estão faltando nas ruas de Itajaí. Tivesse Itajaí um efetivo da Polícia Militar de 700 homens, queria ver se os índices de homicídio seriam os mesmos.
Por tudo isso e muito mais, considero relevante e oportuna a proposta do presidente da Câmara de Itajaí – vereador Luiz Carlos Pissetti – de fazer um plebiscito para decidir se faremos uma Guarda Civil Comunitária e se esta Guarda deve ser aparelhada com armas letais. Audiência pública, do jeito que foi feito na Prefeitura, é encenação. Pura encenação para confirmar o que os organizadores querem defender.
GUARDA CIVIL COMUNITÁRIA: PLEBISCITO JÁ !




